Qual é o termômetro do sucesso?Como saber se uma música realmente está estourada nas paradas? Muito simples, se cair na boca dos "forrozeiros plastificados" é porque virou hit.
Não é de hoje que os nossos "grandes talentos" do forró eletrônico fazem versões e perversões de músicas de outros gêneros.Funk Carioca, Scorpions, MPB e Pop-lixo já são carimbados desse pessoal. Mas hoje quando transitava pelo centro da minha querida João Pessoa, ouvi algo inacreditável. Em uma loja de presentes tocava o CD de uma banda de forró(Cavaleiros) cantando uma música que eu conhecia, porém não assimilei inicialmente, só depois percebi que se tratava do mega sucesso: Tudo é do Pai, do Pe. Fábio de Melo.Isso mesmo, depois de tocar em todos os lugares, de ser sucesso entre os pirateiros, de cair nas garras da grande mídia, o Padre foi parar nas mãos dos forrozeiros.Dessa forma o sacerdote "boyzinho" foi responsável por um fenômeno não alcançado anteriormente nem pelo palhaço, digo, Padre Marcelo Rossi.
Para muitos pode ser uma benção a música católica tornar-se forró. Isso aumentaria o poder de evangelização sobre as massas. Eu discordo completamente. Acho inadmíssivel que da mesma boca em um mesmo show, saiam versos beirando a pornografia e logo em seguida louvores a Deus. Ninguém pode servir a dois senhores( isso está em algum lugar da Bíblia).
Contudo, é interessante observarmos um outro lado desse fato.Pois isso com certeza só ocorreu em função a excessiva exposição do Padre Fábio na mídia. O sacerdote já está na carreira musical a mais de dez anos, só que em 2008 assinou com a Somlivre, e foi um verdadeiro boom.
Posso estar sendo um pouco conservador, mas acredito que música cristã e o nosso forró moderno não combinam de nenhuma maneira.Acredito que cada uma tem que estar dentro de seu espaço e não se misturar.Porém se os cantores católicos e evangélicos continuarem se vendendo gradualmente, a tendência é que a transformação das suas músicas em perversões de forró, se torne moda.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Um vício chamado Beirut
Uma das grandes paixões da minha vida é a música.Não que eu toque algum instrumento, na verdade adoro escutar. E sem falsa modéstia sou um cara que pesquisa sempre buscando artistas diferenciados e talentosos.Por isso acabei por apresentar a amigos nomes como : O Teatro Mágico, Móveis Coloniais de Acaju, Mula Manca e outros.
Confesso porém, que tenho um olhar meio etnocêntrico e dessa forma estou desatualizado com asa novidades de fora do Brasil. Sendo assim nunca tinha ouvido falar de uma belíssima banda americana chamada Beirut.
Como muitos brasileiros fui supreendido com o primor sonoro do Beirut em dezembro passado quando a TV Globo exibiu a mini-série Capitu(dirigida por Luiz Fernado Carvalho, foi uma magistral adaptação de Dom Casmurro de Machado de Assis).Na obra sempre que Bentinho encontrava com sua "cigana oblíqua e dissimulada" tocava aquela linda trilha. Acompanhei toda a produção sem buscar informação sobre quem era o responsável por tão bela música, que me parecia cigana e ao mesmo tempo pop. Só depois um amigo me disse de quem era o som.
Beirut é um grupo americano surpreendente. Liderado por Zach Condon, mistura elementos musicais do leste europeu, com indie e folk. Desde muito jovem Zach se interessava por música, tendo inclusive frequentado uma renomada escola de música americana. Aos 16 anos ele deixou a escola e partiu em viajem pela europa, sendo exposto a música dos balcãs. E tudo isso teria resultado no trabalho de seu grupo.
A banda já possui dois álbuns(Gulag Orkestar e The Flying Club Cup)e três EP´S lançados.Já realizou também diversas turnês pela Europa inclusive se apresentado em Festivais renomados como o Popkomm em Berlim(onde o nosso Cabruêra também já tocou).
Depois de ter essa surpresa chamada Beirut, passarei com certeza a olhar um pouco mais para a cena musical de fora do país.Óbvio que a música brasileira é maravilhosa mas esse grupo americano é a prova que existem excelentes projetos em todas as partes do mundo.
Só tenho a agradecer a Luiz Fernado Carvalho e toda a sua equipe por terem me apresentado não só a mim mas a diversos brasileiros o som do Beirut.
Eu já ia me esquecendo, o nome da linda canção ( se é que alguem ainda não sabe) é Elephant Gun. Fica aqui minha recomendação pessoal para que vejam o clipe dessa e de outras músicas do Beirut no Youtube, pode ter certeza é garantia de vício.
Confesso porém, que tenho um olhar meio etnocêntrico e dessa forma estou desatualizado com asa novidades de fora do Brasil. Sendo assim nunca tinha ouvido falar de uma belíssima banda americana chamada Beirut.
Como muitos brasileiros fui supreendido com o primor sonoro do Beirut em dezembro passado quando a TV Globo exibiu a mini-série Capitu(dirigida por Luiz Fernado Carvalho, foi uma magistral adaptação de Dom Casmurro de Machado de Assis).Na obra sempre que Bentinho encontrava com sua "cigana oblíqua e dissimulada" tocava aquela linda trilha. Acompanhei toda a produção sem buscar informação sobre quem era o responsável por tão bela música, que me parecia cigana e ao mesmo tempo pop. Só depois um amigo me disse de quem era o som.
Beirut é um grupo americano surpreendente. Liderado por Zach Condon, mistura elementos musicais do leste europeu, com indie e folk. Desde muito jovem Zach se interessava por música, tendo inclusive frequentado uma renomada escola de música americana. Aos 16 anos ele deixou a escola e partiu em viajem pela europa, sendo exposto a música dos balcãs. E tudo isso teria resultado no trabalho de seu grupo.
A banda já possui dois álbuns(Gulag Orkestar e The Flying Club Cup)e três EP´S lançados.Já realizou também diversas turnês pela Europa inclusive se apresentado em Festivais renomados como o Popkomm em Berlim(onde o nosso Cabruêra também já tocou).
Depois de ter essa surpresa chamada Beirut, passarei com certeza a olhar um pouco mais para a cena musical de fora do país.Óbvio que a música brasileira é maravilhosa mas esse grupo americano é a prova que existem excelentes projetos em todas as partes do mundo.
Só tenho a agradecer a Luiz Fernado Carvalho e toda a sua equipe por terem me apresentado não só a mim mas a diversos brasileiros o som do Beirut.
Eu já ia me esquecendo, o nome da linda canção ( se é que alguem ainda não sabe) é Elephant Gun. Fica aqui minha recomendação pessoal para que vejam o clipe dessa e de outras músicas do Beirut no Youtube, pode ter certeza é garantia de vício.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Uma banda que tem tudo para dar certo mas corre o risco de dar errado
Na última semana a MTV Brasil realizou a sua já tradicional premiação , o Vídeo Music Brasil(VMB). Entre celebridades, muitos troféus e gracinhas do grande Marcos Mion(apresentador do evento), a noite trouxe também a fabulosa estréia da Nove Mil Anjos, que já é conhecida por muitos como a banda do Júnior irmão da Sandy.
Quando no ano passado Sandy e Júnior anunciaram sua separação o que todo mundo se perguntava era, o que eles irão fazer agora?!Em 2008 surgem às respostas, Sandy virou uma mulher casada e Júnior se transformou em rockeiro, inclusive com um “estiloso” moicano.
Voltando a Nove Mil Anjos.Essa banda de nome um tanto quanto diferente surgiu na mídia a pouco mais de um mês.E os destaques eram sempre do tipo: “Júnior cria nova banda de rock”, “Júnior vira baterista de rock” e por aí vai. Só que a mídia especializada chamava a atenção para outros fatores, traduzindo a formação do grupo. Juntamente com o irmão de Sandy estariam Peu ex-Pitty no comando da guitarra, um dos maiores baixistas do país Champignon ex-Charlie Brown Jr e fechando a galera um vocal que ninguém conhecia chamado Peri.
Aí no VMB vêm a tão esperada estréia.E o que se pôde observar foi uma banda muito coesa e em total sintonia para tão pouco tempo de formada.Musicalmente falando(apesar de não ser nenhum especialista) o estilo é muito bom e diferenciado em tempos dominados por Emos(nada contra), me parece uma mistura de pop rock, repcore e outros.Quanto aos músicos, de Champignon e Peu já se esperava muito, porém confesso que fiquei surpreso com o talento de Júnior na bateria e também com a voz do Peri que em certos momentos me lembrou Zack de La Rocha do Rage Against( posso até ter viajado um pouco) além de possuir uma grande presença de palco.
Eu acredito que de agora em diante a Nove Mil Anjos vai de encontro ao sucesso mas vai correr riscos. A banda já possui a mídia em suas mãos pelo fato de ser a banda do Júnior, e esse é o grande problema que deverá ser contornado pois ela não pode nem deve ficar estigmatizada com essa marca.Os caras vão ter que usar isso a favor deles e mostrar que não são a banda do Júnior, são sim uma nova grande banda do rock brasileiro e tendo sim Júnior Lima como baterista.
Obs.1:Meu texto foi construído tomando por base apenas a primeira apresentação da banda e o primeiro single, Chuva Agora
Obs.2:Se quise conferir o som dos caras é so acessar: www.novemilanjos.com.br
ou então dá uma conferida no You Tube.
Quando no ano passado Sandy e Júnior anunciaram sua separação o que todo mundo se perguntava era, o que eles irão fazer agora?!Em 2008 surgem às respostas, Sandy virou uma mulher casada e Júnior se transformou em rockeiro, inclusive com um “estiloso” moicano.
Voltando a Nove Mil Anjos.Essa banda de nome um tanto quanto diferente surgiu na mídia a pouco mais de um mês.E os destaques eram sempre do tipo: “Júnior cria nova banda de rock”, “Júnior vira baterista de rock” e por aí vai. Só que a mídia especializada chamava a atenção para outros fatores, traduzindo a formação do grupo. Juntamente com o irmão de Sandy estariam Peu ex-Pitty no comando da guitarra, um dos maiores baixistas do país Champignon ex-Charlie Brown Jr e fechando a galera um vocal que ninguém conhecia chamado Peri.

Aí no VMB vêm a tão esperada estréia.E o que se pôde observar foi uma banda muito coesa e em total sintonia para tão pouco tempo de formada.Musicalmente falando(apesar de não ser nenhum especialista) o estilo é muito bom e diferenciado em tempos dominados por Emos(nada contra), me parece uma mistura de pop rock, repcore e outros.Quanto aos músicos, de Champignon e Peu já se esperava muito, porém confesso que fiquei surpreso com o talento de Júnior na bateria e também com a voz do Peri que em certos momentos me lembrou Zack de La Rocha do Rage Against( posso até ter viajado um pouco) além de possuir uma grande presença de palco.
Eu acredito que de agora em diante a Nove Mil Anjos vai de encontro ao sucesso mas vai correr riscos. A banda já possui a mídia em suas mãos pelo fato de ser a banda do Júnior, e esse é o grande problema que deverá ser contornado pois ela não pode nem deve ficar estigmatizada com essa marca.Os caras vão ter que usar isso a favor deles e mostrar que não são a banda do Júnior, são sim uma nova grande banda do rock brasileiro e tendo sim Júnior Lima como baterista.
Obs.1:Meu texto foi construído tomando por base apenas a primeira apresentação da banda e o primeiro single, Chuva Agora
Obs.2:Se quise conferir o som dos caras é so acessar: www.novemilanjos.com.br
ou então dá uma conferida no You Tube.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Grandes Iniciativas
Aqui neste mesmo espaço anteriormente discutimos a questão do jabá, traduzindo seria o ato ou efeito de pagar para se beneficiar nas rádios, Tv’s e similares.Na ocasião tratamos das músicas que são veiculadas nas emissoras radiofônicas sem possuir um mínimo grau de qualidade, enquanto os grandes e verdadeiros artistas dificilmente são “tocados” nesses mesmos lugares.Voltaremos ao assunto agora mas com outra abordagem, o combate ao jabá vindo de onde menos esperava.
Quando se fala em cultura de lixo, alienação, destruição da arte brasileira dentre outros termos, muitas pessoa ligam isso a maior televisão do nosso país: a Rede Globo.Só que de uns tempos para cá a emissora vem agindo de maneira bem diferente, ao menos em algumas instâncias.
No ano passado a Globo trouxe de volta um dos grandes sucessos de sua história: o Som Brasil.Capitaneado pela atriz Patrícia Pillar o programa voltava totalmente renovado. Indo ao ar uma vez por mês passa a homenagear grandes compositores( e intérpretes) da nossa música, com pequenos shows dos mesmos(quando vivos) e releituras de jovens músicos brasileiros(na sua maioria independentes). Apesar de ser exibido em um horário não muito agradável , última sexta-feira do mês após o programa do Jô, a atração se firmou e voltou com muita força neste ano, agora apresentada por Letícia Sabatella.Já foram homenageados por lá nomes como, Noel Rosa, Caetano Veloso, Djavan, Gonzaguinha, Edu Lobo, Erasmo Carlos, Cazuza e outros(na próxima sexta o homenageado será Ary Barroso).E entre as novidades já circularam: Móveis Coloniais de Acaju, Júnior Barreto, Mônica Salmaso, Mariana Aydar, Ana Cañas, Rubi , Apoena, isso só para citar alguns.
Uma iniciativa similar ao Som Brasil ocorre no Altas Horas, programa apresentado por Serginho Groisman na mesma emissora.Trazendo um misto de entrevistas, matérias, debates e musicais, neste ano especialmente Serginho começou a dar uma maior atenção aos novos talentos da música brasileira.O programa quase em toda edição leva um artista não muito conhecido do grande público mas já famoso na cena independente.O Altas Horas serve inclusive de complemento ao Som Brasil, já que alguns grupos tocaram nele antes e depois foram mostrar seus trabalhos autorais na atração liderada por Serginho.Se apresentado no “vida inteligente na madrugada”(slogan da produção) já estiveram: Vanguart, Mallu Magalhães, Del Rey, Siba e a Fuloresta, O teatro mágico e muitos e muitos outros.
O Altas Horas ainda compartilha com o Som Brasil uma outra característica, o horário inconveniente, indo ao ar nas madrugadas de sábado.

Mesmo exibindo ambos os programas nesses incômodos horários devemos assumir que trata-se de uma iniciativa louvável da Globo.Pois se o Brasil passa por um momento onde a “dança do creu” e a “dança do quadrado” se transformam em hits doentios, é simplesmente por falta de divulgação do que realmente presta.
E vale ressaltar também o seguinte, as outras emissoras adoram imitar à Globo, isso é fato.Então fica aqui a sugestão, imitem o Som Brasil e o Altas Horas e ajudem a música brasileira a evoluir.Pois se os nossos verdadeiros talentos fossem mais divulgados com certeza nossa conjuntura cultural começaria a mudar.
Quando se fala em cultura de lixo, alienação, destruição da arte brasileira dentre outros termos, muitas pessoa ligam isso a maior televisão do nosso país: a Rede Globo.Só que de uns tempos para cá a emissora vem agindo de maneira bem diferente, ao menos em algumas instâncias.
No ano passado a Globo trouxe de volta um dos grandes sucessos de sua história: o Som Brasil.Capitaneado pela atriz Patrícia Pillar o programa voltava totalmente renovado. Indo ao ar uma vez por mês passa a homenagear grandes compositores( e intérpretes) da nossa música, com pequenos shows dos mesmos(quando vivos) e releituras de jovens músicos brasileiros(na sua maioria independentes). Apesar de ser exibido em um horário não muito agradável , última sexta-feira do mês após o programa do Jô, a atração se firmou e voltou com muita força neste ano, agora apresentada por Letícia Sabatella.Já foram homenageados por lá nomes como, Noel Rosa, Caetano Veloso, Djavan, Gonzaguinha, Edu Lobo, Erasmo Carlos, Cazuza e outros(na próxima sexta o homenageado será Ary Barroso).E entre as novidades já circularam: Móveis Coloniais de Acaju, Júnior Barreto, Mônica Salmaso, Mariana Aydar, Ana Cañas, Rubi , Apoena, isso só para citar alguns.

Uma iniciativa similar ao Som Brasil ocorre no Altas Horas, programa apresentado por Serginho Groisman na mesma emissora.Trazendo um misto de entrevistas, matérias, debates e musicais, neste ano especialmente Serginho começou a dar uma maior atenção aos novos talentos da música brasileira.O programa quase em toda edição leva um artista não muito conhecido do grande público mas já famoso na cena independente.O Altas Horas serve inclusive de complemento ao Som Brasil, já que alguns grupos tocaram nele antes e depois foram mostrar seus trabalhos autorais na atração liderada por Serginho.Se apresentado no “vida inteligente na madrugada”(slogan da produção) já estiveram: Vanguart, Mallu Magalhães, Del Rey, Siba e a Fuloresta, O teatro mágico e muitos e muitos outros.
O Altas Horas ainda compartilha com o Som Brasil uma outra característica, o horário inconveniente, indo ao ar nas madrugadas de sábado.

Mesmo exibindo ambos os programas nesses incômodos horários devemos assumir que trata-se de uma iniciativa louvável da Globo.Pois se o Brasil passa por um momento onde a “dança do creu” e a “dança do quadrado” se transformam em hits doentios, é simplesmente por falta de divulgação do que realmente presta.
E vale ressaltar também o seguinte, as outras emissoras adoram imitar à Globo, isso é fato.Então fica aqui a sugestão, imitem o Som Brasil e o Altas Horas e ajudem a música brasileira a evoluir.Pois se os nossos verdadeiros talentos fossem mais divulgados com certeza nossa conjuntura cultural começaria a mudar.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Enfim o 2ºAto

Depois de uma espera angustiante finalmente foi lançado o novo álbum do fenômeno O Teatro Mágico. Intitulado de “O Segundo Ato” o disco vem dar continuidade ao inovador trabalho da trupe paulistana liderada por Fernando Anitelli.
O Teatro Mágico iniciou seus trabalhos há quatro anos, tendo a perspectiva de criar um verdadeiro “sarau amplificado”( palavras do próprio Fernando), criando dessa maneira um estilo que mistura música, circo, poesia e teatro tudo numa coisa só. E as inovações da banda não ficariam apenas na musicalidade, entrando também pela forma de divulgação. A trupe fez uso da internet para tornar conhecido o seu trabalho, disponibilizando todas as suas músicas para download gratuito, dessa maneira divulgaram o primeiro trabalho “Entrada para raros” e conquistaram uma infinidade de fãs por todo o Brasil.
Esse novo Cd traz um grupo mais maduro, com arranjos mais trabalhados, mas mantêm a ideologia da banda. O repertório é composto por algumas composições novas, e por outras tantas já conhecidas do público, já que eram apresentadas em espetáculo havia um certo tempo. Entre as 19 excelentes faixas destacam-se Sina nossa, Pena e a primorosa Xanéu n°5 que conta com a participação de Zeca Baleiro, e sem falar na presença do amigo pessoal de Anitelli, Silvério Pessoa, na música Abaçaiado.
A nova turnê da trupe começa nesse fim de semana em São Paulo, e no dia 06 de julho eles desembarcam em João Pessoa para mais uma vez encantar o público paraibano.
Mas se você não quiser esperar, e deseja ouvir “O Segundo Ato” agora é só acessar: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=6273 , e baixar todas as músicas gratuitamente.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Eu quero música de qualidade
Outro dia liguei o rádio, aqui em Campina Grande (coisa que não faço sempre), passei por todas as emissoras em busca de uma música legal e não achei, aí fiquei puto e coloquei um CD do Cordel do Fogo Encantado (excelente banda pernambucana).Então ouvindo o Cordel me lembrei de algo que já tinha percebido e não é segredo para mais ninguém, as rádios pararam de tocar música de qualidade agora elas só executam trabalhos de quem paga, de quem dá o famoso “jabá”.
É revoltante que procuremos no rádio os nossos artistas como Luiz Gonzaga, Elba, Alceu, Geraldo Azevedo, Jackson e nos deparemos com Calcinha Preta, Aviões, Felipão,Cavaleiros, etc, etc, etc.
Hoje só tocam esses pilantras que distorcem nossa música com esse forró eletrônico, que na verdade deveria se chamar “música pornô feita para corno bêbado ouvir”, isso porque os temas de suas letras (ou falta de letras) são sempre sexo, traição e cachaça, para reforçar o que estou dizendo aí vai um trecho que define isso muito bem: “Hoje é cachaça, mulher e gaia...” (esse escarro é de Cavaleiros do Forró).
Essas músicas não nos representam em nada, não têm nenhum significado para nossa região. Onde foram parar às belas poesias como “Feira de Mangaio”, “Asa Branca”, “De volta pro Aconchego” ? Será que não têm mais valor?Sumiram os grandes compositores do Nordeste?É claro que o valor de composições como estas é inestimável, porém, falta que o povo e a mídia (ou parte dela) as reconheçam da forma como elas merecem, ou seja, como nossa verdadeira música e que ao mesmo tempo abram os olhos (e os ouvidos) e prestem atenção na nova geração que surge com certa força, mas que também não está tendo espaço como Cabruêra, Totonho, Eleonora Falcone, Escurinho, Mombojó,Mula Manca, o já citado Cordel e tantos outros que já têm um certo sucesso e carreira consolidada só que os grandes meios de comunicação fingem que eles não existem.
Sei que toda essa situação dificilmente vai mudar pois cada dia a indústria do forró de plástico (indústria é a palavra realmente por que esse estilo é fabricado de forma padronizada)cada dia cresce mais e cada dia infelizmente tem mais público,então para nós que valorizamos a grande música nordestina resta duas soluções: se transformar em um corno alcoólatra pervertido e começar a escutar forró eletrônico ou se entupir de cds e mp3 dos nossos verdadeiros artistas, e aí qual vai ser a sua?Enquanto vocês pensam vou voltar para o “Cordel” que é melhor.
É revoltante que procuremos no rádio os nossos artistas como Luiz Gonzaga, Elba, Alceu, Geraldo Azevedo, Jackson e nos deparemos com Calcinha Preta, Aviões, Felipão,Cavaleiros, etc, etc, etc.
Hoje só tocam esses pilantras que distorcem nossa música com esse forró eletrônico, que na verdade deveria se chamar “música pornô feita para corno bêbado ouvir”, isso porque os temas de suas letras (ou falta de letras) são sempre sexo, traição e cachaça, para reforçar o que estou dizendo aí vai um trecho que define isso muito bem: “Hoje é cachaça, mulher e gaia...” (esse escarro é de Cavaleiros do Forró).
Essas músicas não nos representam em nada, não têm nenhum significado para nossa região. Onde foram parar às belas poesias como “Feira de Mangaio”, “Asa Branca”, “De volta pro Aconchego” ? Será que não têm mais valor?Sumiram os grandes compositores do Nordeste?É claro que o valor de composições como estas é inestimável, porém, falta que o povo e a mídia (ou parte dela) as reconheçam da forma como elas merecem, ou seja, como nossa verdadeira música e que ao mesmo tempo abram os olhos (e os ouvidos) e prestem atenção na nova geração que surge com certa força, mas que também não está tendo espaço como Cabruêra, Totonho, Eleonora Falcone, Escurinho, Mombojó,Mula Manca, o já citado Cordel e tantos outros que já têm um certo sucesso e carreira consolidada só que os grandes meios de comunicação fingem que eles não existem.
Sei que toda essa situação dificilmente vai mudar pois cada dia a indústria do forró de plástico (indústria é a palavra realmente por que esse estilo é fabricado de forma padronizada)cada dia cresce mais e cada dia infelizmente tem mais público,então para nós que valorizamos a grande música nordestina resta duas soluções: se transformar em um corno alcoólatra pervertido e começar a escutar forró eletrônico ou se entupir de cds e mp3 dos nossos verdadeiros artistas, e aí qual vai ser a sua?Enquanto vocês pensam vou voltar para o “Cordel” que é melhor.
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