domingo, 7 de fevereiro de 2010

Reflexões Carnavalescas (Parte I) - Feliz Ano Novo

Falta pouco mais de uma semana para finalmente iniciarmos 2010.Calma, esse texto não está sendo postado atrasado e eu também não fiquei louco, mas como todo mundo fala, no Brasil o ano só começa depois do Carnaval.

Inicialmente essa afirmação popular parece ser um papo de gente preguiçosa e talvez realmente seja, só que tem um enorme fundo de verdade.Acompanhe o raciocínio.

As Casas Legislativas (Assembleias, Câmaras e Senado) na sua maioria voltaram do recesso de fim de ano nesse início de fevereiro.Isso na teoria, porque na prática, atividade mesmo só depois do carnaval.

O ano letivo das escolas de todo o país já começou.Entretanto, aulas de verdade mesmo somente depois do carnaval.

As lojas(principalmente as de confecções e de eletros) estão em liquidação desde o término das festas de final de ano. E só colocarão novos estoques advinhem quando? É exato, depois do carnaval.

Muitas pessoas emendam os festejos de Natal e Reveillon em janeiro e fevereiro, aproveitando esse longo período para vijar por aí.A rotina normal desse pessoal só será retomada....você já concluiu não é??

Diante de tudo isso, quando o carnaval passar eu só terei uma coisa para dizer: FELIZ ANO NOVO!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Acabou mais um ano

Não posso dizer que 2009 foi frustrante, mas posso afirmar com convicção que foi abaixo das minhas expectativas pessoais. Pois nos meus 23 anos de vida, nunca apostei tanto em um ano, como nesse que está acabando.

Ele seria (ou foi) para mim o início de uma nova etapa, afinal depois de 4 anos em janeiro eu colava grau em Comunicação Social pela UEPB, na cidade de Campina Grande.Demorou bem pouco até eu enxergar que a conquista do diploma havia sido muito fácil, o mais complicado era a entrada no mercado de trabalho.

Busquei emprego nos locais possíveis e impossíveis, o máximo que consegui foi um local para ganhar experiência (mas sem remuneração). Sem falar que me arrisquei em alguns concursos públicos, três para ser mais exato. Em dois eu não passei e o resultado do terceiro sai no fim de janeiro (torçam por mim).

Em 2009 conheci muitas pessoas (principalmente no local em que fiquei ganhando experiêcia profissional) e fiz alguns bons amigos.Compartilhei experiências de vida e descobri que ainda existe muita gente boa no mundo.

Nesse ano também tive a oportunidade de vaiajar um bocado, conhecendo algumas cidades fantásticas.Tive de ir à belíssima Natal, fui ao sertão paraibano na cidade de Teixeira, estive em Bananeiras (lindo local), em Alagoa Grande, voltei ao sertão da Paraíba só que dessa vez em Patos e por fim fui à Alhandra.

Apesar de tudo 2009 foi um ano bom. Agora, o que esperar de 2010? Assim como todo mundo faz, eu jogo as expectativas e os desejos não realizados no ano que vai, para o ano que chega. Gostaria muito de ter minha capacidade reconhecida e finalmente entrar de fato no campo jornalístico. No mais o de praxe, saúde, paz, e muitas felicidades para todos nós.

Tchau, 2009!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano novo, velha disputa

Os políticos da Paraíba gostam tanto, mais tanto de se confrontarem que resolveram transformar o réveillon em disputa eleitoral. Aqui no Estado o dia conhecido como Confraternização Universal começará mesmo é com guerra maquiada de festa.

A origem do problema está na iniciativa do Governo do Estado de realizar uma festa na virada do ano em João Pessoa. Isso seria excelente caso a Prefeitura de capital também não tivesse uma comemoração preparada, diga-se de passagem que é um evento já tradicional e que cresce todos os anos.

O Prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, não ficou nem um pouco satisfeito com a invenção de Governador Maranhão. Disse que não foi procurado pelos auxiliares do
Executivo Estadual, que a festa era desnecessária, que o local desejado por Zé era inapropriado(final da Avenida Beira Rio)e que o evento era exclusivamente para criar tensão política. O Govenador levou para o lado de que seria uma outra opção de festejo para a população, e antes de oficilaizar a questão junto a Prefeitura anunciou a Banda Calypso como atração.Depois de muito "disse me disse" as duas partes sentaram e ficou decidido que o Réveillon de Zé Maranhão aconteceria na Praia de Cabo Branco nas proximidades do SESC, já o da Prefeitura coo de costume será no Busto de Tamandaré em Tambaú.


O interessante é que essa é a terceira passagem de Maranhão pelo Governo e ao que me consta ele nunca se preocupou com festas de réveillon. Então, por que isso agora ? Simples, como Ricardo Coutinho havia dito, ele está apenas buscando o enfrentamento, já que o Prefeito da capital é os eu grande adversário nas eleições do próximo ano. A estratégia do Governo Estadual é fazer uma festa maior que a Municipal e assim poder ser lembrado por aqueles eleitores que dão seu voto por qualquer coisa. Isso fica claro nas atrações musicais. Pois enquanto o munícipio trará o grupi cubano Buena Vista Social Club, o Estado vem com o fortíssimo apelo popular da Banda Calypso.

Se toda essa "papagaiada" proporcionada pelo Governo saísse do bolso do advogado José Maranhão eu não diria nada, mas quem vai bancar Joelma, voz de "taquara rachada", e os fogos de artifícios é o dinheiro público. E depois seu Zé diz que o Estado anda sem recursos, que teve que vender a "folha" para garantir o pagamento dos servidores.

Para encerrar gostaria de lembrar um fato de alguns anos atrás. Na virada de 2006 para 2007 a queima de fogos da Prefeitura foi sabotada, na ocasião populares brincavam dizendo que teri sido ordem do então Governador, Cássio Cunha Lima. Esse ano serão duas festas vizinhas, duas queimas de fogos, realizadas por dois "rivais", imaginem o que pode acontecer. O ano de 2010 promete.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Por onde anda a Justiça Eleitoral?

Está se aproximando o final do ano, e como se sabe em 2010 nós teremos eleições para Presidente, Governador, Senador, Deputado Estadual e Deputado federal. Se não me engano a campanha deverá ter início em julho. Mas, isso oficialmente pois informalmente os pré-candidatos já abriram a temporada de comícios.

Postulantes a todos os cargos estão aproveitando toda e qualquer oportunidade para promoverem seus nomes ao pleito de 2010.O maior exemplo é o nosso querido Presidente Lula. O agora personagem de cinema não pode disputar as próximas eleições, mas em contrapartida em qualquer lugar que ele vá, leva a Ministra Dilma Rousseff, sua pretensa substituta.Nessas ocasiões, muitas vezes os discursos têm tom de campanha. Eles dizem que não, e que Dilma cumpre apenas compromissos administrativos. A desculpa pode até ser verdadeira, mas que eles se aproveitam , com certeza se aproveitam.

Trazendo a questão para a Paraíba, as coisas caminham exatamente da mesma maneira. O Estado até o momento possui três prováveis nomes à disputa da Executivo do próximo ano e todos já estão em campanha.

Eles realizam reuniões desnecessárias em cidades do interior, participam de festas populares também no interior, arriscam a vida voando em helicóptero sem combustível, participam de procissões religiosas , criam eventos "partidários"...tudo isso com um único objetivo: promoção política com vistas em 2010. E que não se confunda uma coisa, articular alianças é absolutamente natural desde já, mas isso não é igual a pedir votos.

Dito isto, volto a pergunta do título: por onde anda a Justiça Eleitoral? Repito, oficialmente a campanha eleitoral só tem início em meados de julho de 2010, antes disso corresponde em crime. Então, porque ninguém toma uma atitude contra essa antecipação dos pré-candidatos ?

Parece que aquele bordão, que diz que a Justiça é cega, acaba de ganhar uma nova versão com a Justiça Eleitoral, pois essa anda cega, surda, muda e paralítica.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Station Brésil: diversidade cultural

Dentro das comemorações do Ano da França no Brasil, João Pessoa sediou nesse final de semana o festival Station Brésil. O evento, que ocorreu também em outras capitais, juntou músicos brasileiros e franceses, realizando uma verdadeira mistura de ritmos e culturas.Aqui na Paraíba as principais atrações foram as cantoras Renata Arruda e Zélia Duncam.

Pude acompanhar o festival apenas no segundo dia, mas foi uma experiência fantástica. No domingo, muitos dos que lotaram o Ponto de Cem Réis foram ver o show de Zélia, eu fui prestigiar a genial Cibelle Cavalli.

Cibelle correspondeu as expectativas e fez um baita show. Com sua voz doce, mostrou a eletrobossa, seu talento como instrumentista e até fez paródia de Xuxa. Só que eu "pirei" realmente com a apresentação do francês Spleen.

Com uma mistura de hip-hop, rock e afrobeat, o cara levantou toda a plateia, quebrando a barreira do idioma e pulando o fato de ser totalmente desconhecido na Paraíba.O pessoal curtiu tanto o show do francês que ao final rolou o tradicional pedido de "mais um", que após traduzirem Spleen atendeu com muito bom grado.

Não importa a cultura, não importa o idioma, a música é universal e o Station Brésil provou isso mais uma vez. Parabéns aos organizadores, por tão louvável iniciativa.

cliquem e vejam um pouco de Spleen

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Grande Rubinho

Desde muito jovem (não que eu seja velho) eu acompanho as corridas de Fórmula 1. Fui atraído, lógico, pelo sucesso do genial e “eterno” Ayrton Senna. Entretanto não pude ver os grandes momentos de Senna, pois quando passei a “me entender por gente” ele já era tricampeão, e quando eu tinha apenas 7 anos ele faleceu daquela forma trágica. Como todo brasileiro é ufanista desde cedo, um outro piloto me fez continuar acompanhando as corridas, e torcendo virei realmente fã do esporte, seu nome: Rubens Barrichello.

Torço por Rubinho desde o seu início na F1, na equipe Jordan em 1993. Vibrei muito com os seus geniais e inimagináveis resultados pilotando o carro da Stewart e fiquei muito feliz quando soube que ele correria pela Ferrari.

Mesmo conseguindo bons resultados (suas primeiras vitórias e alguns vice-campeonatos), Barrichello foi injustamente muito criticado pelos brasileiros, no período em que pilotou o carro italiano. Criaram para ele um estigma de segundo piloto, dono de um bom carro, mas que se recusava a brigar pelo título. Entretanto esses críticos esqueceram um grande fator, Rubinho tinha como companheiro de equipe o grande Michael Schumacher que hoje é simplesmente heptacampeão de F1. Além de ser um baita de um piloto, o alemão tinha toda a estrutura da Ferrari a seu favor, fato que acabava prejudicando Barrichello.

Depois de 6 anos “sofrendo” na Ferrari, Rubinho foi para a Honda e começou uma nova história difícil. O carro era muito ruim, estava muito abaixo do que o brasileiro esperava. Foram três temporadas complicadas e depois veio o pior: Barrichello fora da categoria. No início de 2009 a Honda anunciou sua saída da F1 e deixou o brasileiro a pé.

Porém, quando ninguém mais tinha fé vem à notícia Rubens Barrichello disputaria a temporada. O antigo chefe de equipe Ross Brawn assume a Honda em cima da hora e a transforma em Brawn GP, mantendo a antiga dupla de pilotos, Rubinho e o inglês Jenson Button. No Brasil praticamente todo mundo pensou : “Será o melancólico fim da carreira de Barrichello”.

Ledo engano, o carro da Brawn se mostrou simplesmente fantástico e Rubinho correu como nunca. Mostrou talento, arrojo e bastante audácia. Deu a volta por cima, deixando claro para todos que é e sempre foi um grande piloto. Aos 37 anos brigou até onde pôde pelo título, tudo bem não deu, Button foi o campeão. Mas, Barrichello merece o reconhecimento de toda a nação brasileira, mesmo os que lhe criticaram têm a obrigação de reconhecer o seu talento. E olha que ainda não acabou tem a última corrida, nos Emirados Árabes, e seria ótimo se Rubinho vencesse para fechar o ano da melhor forma possível.

Em 2010 com certeza o Brasil estará com esperança renovada, não só com Barrichello (que deverá correr na Williams),mas com todos os pilotos brasileiros. E para encerrar com energias positivas deixo o vídeo do final de uma das mais espetaculares corridas de Fórmula 1 que eu já vi, a primeira vitória de Rubens Barrichello, no ano 2000 na Alemanha.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A política é uma beleza

Se em 2006 o Brasil foi surpreendido com a eleição para Deputado Federal do costureiro Clodovil Hernandes(in memorian) e do "dublê" de cantor Frank Aguiar, desde já se preparem, pois a campanha de próximo ano vem com novas surpresas exóticas.Nessa semana uma das principais personalidades do nosso país decidiu entrar para a política, estou falando do ex-jogador de futebol Romário. Isso mesmo, o "baixinho" é a mis nova estrela do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Romário com certeza estará na disputa em 2010, só não se sabe em que cargo.Então, vamos criar possibilidades para o ídolo dos gramados.

Pensando no Rio de Janeiro, o "baixinho" pode ser candidato a Deputado Estadual tendo a chance de ser o mais votado no Estado, afinal o cara jogou no Flamengo, no Vasco, no Fluminense e hoje tem ligações com o América. Muitos eleitores escolhem seus candidatos pelos motivos mais insignificantes. Mas, se ele quiser o Poder Executivo, poderá compor uma chapa com seu ex-companheiro de campo Edmundo, que entrou para o PP(Partido Progressista).

Como Romário sempre pensou grande, ele deve querer começar logo por Brasília. Quem sabe candidato a Senador, afinal a principal Casa Legislativa brasileira anda uma bagunça mesmo.Ele pode ainda ser o vice de Dilma Rousseff, já que seu Partido é da base governista e a ministra-candidata precisa de uma pouco de carisma e popularidade (coisas que Romário tem de sobra).

Agora vamos falar sério.É óbvio que a política brasileira precisa ter seus nomes renovados, pois muitos dos que estão por aí já roubaram demais a população. Só que não são pessoas como Romário que irão mudar a situação. Todo mundo sabe que o cara está devendo até sua alma, inclusive foi preso recentemente por falta de pagamento de pensão e perdeu um apartamento em função de outra dívida. Para resolver seus problemas ele simplesmente, vira político, ou seja, é mais um que quer usar um cargo público em benefício próprio.

É, como diria a "grande múmia" do jornalismo brasileiro: "Isso é uma vergonha".