sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fernando Lugo: o reprodutor paraguaio

Aqui no Brasil já existiu um Presidente que era conhecido como o pai dos pobres em função de sua política populista. Hoje um outro país sulamericano pode se orgulhar(ou não)em ter um verdadeiro pai comandando a nação.Podemos dizer simplesmente que Fernando Lugo é o pai de todo o Paraguai ou pelo menos dos pequenos paraguaios.


Lugo era um Bispo da Igreja Católica com décadas de experiência e entrou para história por conseguir uma dispensa inédita do Vaticano para concorrer a presidência do Paraguai em 2008. Eleito, chamou logo atenção ao querer rever um acordo energético com o Brasil. Ao assumir deu uma sossegada.Porém, duas semanas atrás estourou a bomba : uma mulher diz ter um filho do presidente da epóca em que ele ainda fazia parte do clero.

Rapidamente o líder negou a paternidade, mas, logo depois voltou atrás e reconheceu a ser o progenitor da criança. Infelizmente, para Lugo, a coisa não parou por aí, surgiu outra senhora afirmando ser mãe de um herdeiro seu. E quando já se achava muito mais uma mulher aparece dizendo ter uma criança de Fernando. Resumindo, falam em seis processos contra o Presidente exigindo reconhecimento de paternidade.Comenta-se também na criação de uma espécie de Associação de Mães dos filhos presidenciais. Ao que parece o cara era um pegador, entretanto não podemos esquecer que ele era Bispo.

Fernado Lugo é mais um integrante da Igreja Católica que suja sua imagem diante de todo o Planeta. A representação da Igreja no Paraguai já pediu desculpas públicas pelos atos do reprodutor. Espera-se agora que o Vaticano se pronuncie a respeito do caso.

Lugo quebrou uma lei canônica desrespeitando o celibato clerical, porém seguiu a risca uma outra regra. Em todas as suas relações o garanhão não usou camisinha, como manda o Vaticano. A não ser que ele tenha utilizado preservativos fabricados em seu país, aí sabe como é, produto paraguaio é tudo vagabundo e não possuem garantia de eficácia.

Agora fica o aviso, se você é um jovem paraguaio pergunte a sua mãe se ela conheceu um tal Dom Lugo. Caso a resposta seja positiva, você também pode ser um herdeiro do presidente.

sábado, 4 de abril de 2009

A história se repete

Foi preso ontem no Parque Solon de Lucena, em João Pessoa, sob acusação de assalto o ator paraibano Ravi Ramos Lacerda. Ao ser preso ele confessou que estava roubando para comprar drogas. O jovem ganhou fama ainda criança quando participou do filme Abril Despedaçado (2001), onde interpretou o menino Pacu e contracenou com Rodrigo Santoro. Seu último grande trabalho foi na minissérie Queridos Amigos da Rede Globo.

Com a prisão, infelizmente Ravi(foto 1) entra para uma assustadora espécie de síndrome de ator mirim do cinema brasileiro. Fato que nos faz lembrar de outras duas personagens: Sávio Rolim e Fernando Ramos da Silva.


Na década de 60 no período do Cinema Novo, Walter Lima Jr. Levou às telas Menino de Engenho (adaptação da obra de José Lins do Rego). Na produção, que foi um dos maiores sucessos da época, destacou-se o menino protagonista Sávio Rolim (foto 2).
Sávio interpretava Carlinhos, personagem bastante introspectivo que praticamente não falava mas possuía um olhar responsável pela entonação do filme.


Após a obra Sávio ganhou fama nacional , fez outros filmes, foi para a televisão e depois entrou em decadência. Sávio se envolveu com drogas e acabou com a sua promissora carreira. Hoje ele vive em condições desfavoráveis na capital paraibana e teve inclusive sua vida retratada no documentário O Menino e a bagaceira de Lúcio Vilar.

O caso mais famoso de criança que passou de estrela a problema é o de Fernando Ramos da Silva (foto 3). No início dos anos 80 quando o cinema brasileiro não passava por um bom momento, uma obra chamou atenção. Era Pixote, a lei do mais fraco de Hector Babenco. Pixote mostrava o drama dos garotos de rua vivendo entre as dificuldades e a criminalidade .


Oriundo da periferia da grande São Paulo, Fernando interpretava o papel título da produção. E chamou bastante atenção principalmente com a cena de amor ao lado de Marília Pêra que interpretava uma prostituta. O garoto participou posteriormente de Eles não usam black-tie de Leon Hirszman e também de uma novela da Globo, tendo desaparecido da mídia depois. Fernando voltou para sua cidade natal, Diadema, e passou a praticar furtos e assaltos em companhia do seu irmão. No ano de 1987 ele seria morto pela polícia. Já em 1996 José Joffily dirige o longa Quem Matou Pixote? inspirado na vida de Fernando .

Com essas três histórias tão semelhantes, ficam as perguntas: Será que crianças conseguem conviver bem com a fronteira entre o anonimato, a fama e o ostracismo? Não faltou preparo psicológico para esses garotos?

Sávio, Fernando e Ravi ou Carlinhos, Pixote e Pacu três representações de uma mesma história. Infelizmente para os dois primeiros não há mais volta, porém Ravi pode modificar sua trajetória. Talento ele já mostrou que tem de sobra, agora precisa buscar um pouco mais de consciência para não incorrer nos erros de seus antecessores.

sábado, 14 de março de 2009

Religião e política

Existe uma afirmação popular que diz o seguinte, " religião e política não se discutem". Mas quando as duas se misturam, aí meu amigo, discute-se muito.

Todo o Brasil sabe o ue vem acontecendo na Paraíba.O Arcebispo Dom Aldo Pagotto suspendeu das atividades de sacerdote o padre e Deputado Federal Luiz Couto do PT. Segundo Dom Aldo a punição veio em função de declarações de Couto a favor do uso de preservativos e do mfim do celibato clerical. O Arcebispo afirmou que tais argumentos vão de encontro à milenar doutrina católica, dizendo ainda só retirar a suspensão quando o padre se retratasse publicamente.

Já Luiz Couto afirmou que não retiraria as declarações e também não deixaria de celebrar, porém iria fazer isso em outros lugares( a punição é válida apenas para as paróquias subordinadas a D.Aldo).O Deputado disse ainda que algumas das "polêmicas" declarações fazem parte do seu posicionamento enquanto parlamentar.

Sobre toda essa confusão podemos lançar dois olhares. O primeiro em relação aos dogmas católicos.A Igreja necessita modificar os seus ideais, pois não se pode continuar agindo no século XXI como se estivesse no período medieval. Como negar o uso de preservativo em uma época onde a AIDS está por toda a parte? Como discriminar homossexuais, cidadãos como qualquer outra pessoa? Parece que o Vaticano não consegue olhar ao redor e sim apenas para frente e isso acaba em fatos como a suspensão de Luiz Couto e a excomunhão dos pernambucanos ( o caso do aborto).

O segundo olhar é sobre a relação de Pagotto co a política. Desde que assumiu a Arquidiocese da Paraíba Dom Aldo deixou claro ser contra a participação de padres na política partidária, visão revisitada agora.Em dado momento o Arcebispo afirmou que Luiz Couto não deveria nem poderia misturar suas duas funções. Entretanto, convém lembrarmos um passado bem próximo.No último novembro, quando o TSE confirmou a cassação de Cássio Cunha Lima, D. Aldo apareceu ao lado do ex-governador em entrevista coletiva. Esse fato gerou diversas críticas ao lider da igreja paraibana e agora o mesmo cria um lado icoerente para a punição de Couto.

Os efeitos dessa suspensão, até certo ponto arbitrária, irão incidir em toda a Igreja do Estado. Alguns católicos, juntamente com outras entidades já começaram uma série de protestos contra Dom Aldo. Tem gente inclusive afirmando que irá deixar de pagar o dízimo enquanto o Arcebispo não voltar atrás.

De certo é que tirando o clero e os mais conservadores ninguém concorda com a punição.E espera-se a resolução disso o mais rápido possível.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Está pegando fogo

Desde a semana passada os ânimos entre o novo Governador da Paraíba, José Maranhão, e o Prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, estão bastante exaltados.Tudo começou com a nomeação de um integrante do alto escalão da prefeitura para um cargo no executivo estadual. Ricardo não gostou nem um pouco de perder um nome de sua gestão e ainda mais sem ter sido avisado previamente.

O rolo teve sequência quando o Governador convidou o Deputado Estadual Guilherme Almeida (PSB)para assumir a secretaria de Interiorização.Mais uma vez Ricardo se sentiu contrariado, só que agora na posição de Presidente do Partido Socialista Brasileiro, de novo não sendo consultado.

De acordo com o Prefeito seu partido tinha baixado uma resolução que impediria a saída de seus parlamentares para integrarem o Executivo Estadual.Resolução esta que visa impedir qualquer chance da suplente Nadja Palitot( desafeto do prefeito)assumir vaga na Assembleia.

Ricardo chegou a declarar publicamente que estava vendo com estranheza as primeiras atitudes de Zé.Disse também que o PSB merecia um tratamento melhor, por ter sido a grande força da campanha do Governador na capital em 2006. Já José Maranhão colocou panos quentes em tudo e disse que espera poder contar com o deputado, assim que for resolvido o problema partidário.

Nesta semana o fato pode ganhar outros contornos.Guilherme Almeida deixou claro o desejo de assumir a secretaria e Ricardo afirmou que se isso ocorrer o Deputado deverá ser expulso de sua legenda.

O que parece ser uma discussão entre aliados deverá alcançar instâncias maiores. Pela forma com o Ricardo vem se expressando, ou o Governador começa a agir de forma diferenciada ou isso vai culminar no rompimento entre ambos. Dessa forma Ricardo poderia disputar o Governo em 2010, pois com a permanência da coligação o candidato preferencial é Maranhão.O negócio é esperar para ver.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nem Tudo é do Pai

Qual é o termômetro do sucesso?Como saber se uma música realmente está estourada nas paradas? Muito simples, se cair na boca dos "forrozeiros plastificados" é porque virou hit.

Não é de hoje que os nossos "grandes talentos" do forró eletrônico fazem versões e perversões de músicas de outros gêneros.Funk Carioca, Scorpions, MPB e Pop-lixo já são carimbados desse pessoal. Mas hoje quando transitava pelo centro da minha querida João Pessoa, ouvi algo inacreditável. Em uma loja de presentes tocava o CD de uma banda de forró(Cavaleiros) cantando uma música que eu conhecia, porém não assimilei inicialmente, só depois percebi que se tratava do mega sucesso: Tudo é do Pai, do Pe. Fábio de Melo.Isso mesmo, depois de tocar em todos os lugares, de ser sucesso entre os pirateiros, de cair nas garras da grande mídia, o Padre foi parar nas mãos dos forrozeiros.Dessa forma o sacerdote "boyzinho" foi responsável por um fenômeno não alcançado anteriormente nem pelo palhaço, digo, Padre Marcelo Rossi.

Para muitos pode ser uma benção a música católica tornar-se forró. Isso aumentaria o poder de evangelização sobre as massas. Eu discordo completamente. Acho inadmíssivel que da mesma boca em um mesmo show, saiam versos beirando a pornografia e logo em seguida louvores a Deus. Ninguém pode servir a dois senhores( isso está em algum lugar da Bíblia).

Contudo, é interessante observarmos um outro lado desse fato.Pois isso com certeza só ocorreu em função a excessiva exposição do Padre Fábio na mídia. O sacerdote já está na carreira musical a mais de dez anos, só que em 2008 assinou com a Somlivre, e foi um verdadeiro boom.

Posso estar sendo um pouco conservador, mas acredito que música cristã e o nosso forró moderno não combinam de nenhuma maneira.Acredito que cada uma tem que estar dentro de seu espaço e não se misturar.Porém se os cantores católicos e evangélicos continuarem se vendendo gradualmente, a tendência é que a transformação das suas músicas em perversões de forró, se torne moda.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um vício chamado Beirut

Uma das grandes paixões da minha vida é a música.Não que eu toque algum instrumento, na verdade adoro escutar. E sem falsa modéstia sou um cara que pesquisa sempre buscando artistas diferenciados e talentosos.Por isso acabei por apresentar a amigos nomes como : O Teatro Mágico, Móveis Coloniais de Acaju, Mula Manca e outros.

Confesso porém, que tenho um olhar meio etnocêntrico e dessa forma estou desatualizado com asa novidades de fora do Brasil. Sendo assim nunca tinha ouvido falar de uma belíssima banda americana chamada Beirut.

Como muitos brasileiros fui supreendido com o primor sonoro do Beirut em dezembro passado quando a TV Globo exibiu a mini-série Capitu(dirigida por Luiz Fernado Carvalho, foi uma magistral adaptação de Dom Casmurro de Machado de Assis).Na obra sempre que Bentinho encontrava com sua "cigana oblíqua e dissimulada" tocava aquela linda trilha. Acompanhei toda a produção sem buscar informação sobre quem era o responsável por tão bela música, que me parecia cigana e ao mesmo tempo pop. Só depois um amigo me disse de quem era o som.

Beirut é um grupo americano surpreendente. Liderado por Zach Condon, mistura elementos musicais do leste europeu, com indie e folk. Desde muito jovem Zach se interessava por música, tendo inclusive frequentado uma renomada escola de música americana. Aos 16 anos ele deixou a escola e partiu em viajem pela europa, sendo exposto a música dos balcãs. E tudo isso teria resultado no trabalho de seu grupo.

A banda já possui dois álbuns(Gulag Orkestar e The Flying Club Cup)e três EP´S lançados.Já realizou também diversas turnês pela Europa inclusive se apresentado em Festivais renomados como o Popkomm em Berlim(onde o nosso Cabruêra também já tocou).

Depois de ter essa surpresa chamada Beirut, passarei com certeza a olhar um pouco mais para a cena musical de fora do país.Óbvio que a música brasileira é maravilhosa mas esse grupo americano é a prova que existem excelentes projetos em todas as partes do mundo.

Só tenho a agradecer a Luiz Fernado Carvalho e toda a sua equipe por terem me apresentado não só a mim mas a diversos brasileiros o som do Beirut.

Eu já ia me esquecendo, o nome da linda canção ( se é que alguem ainda não sabe) é Elephant Gun. Fica aqui minha recomendação pessoal para que vejam o clipe dessa e de outras músicas do Beirut no Youtube, pode ter certeza é garantia de vício.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mais Eleições

No último texto falei um pouco sobre as expectativas para 2009.Porém quando o assunto é política esse ano não existe pois já estamos em 2010.As legislaturas municipais mal começaram e já se iniciam com toda a força as notícias e articulações em cima das eleições do próximo ano.E aqui na Paraíba não é nenhum pouco diferente.

A principal especulação não se trata de nenhuma novidade, já foi muita discutida em 2008: a união de Ricardo Coutinho(PSB), prefeito da capital, com o Governador Cássio Cunha Lima(PSDB). O primeiro seria candidato ao Governo e o segundo ao Senado Federal.

Quando isso surgiu no ano passado, nenhum dos dois confirmou mas também ninguém negou a possibilidade.É interessante observar que eles simbolizam políticos muito diferentes mas ambos são donos de expressivos resultados. Porém ao que parece os eleitores deles não simpatizam muito com essa junção.

Quem poderá funcionar como fiel da balança nesse caso é o PMDB. Hoje fazendo parte da base do Prefeito de João Pessoa, em 2010 pode querer alçar voo solo.E dois fatores incidem sobre isso.Primeiro a provável saída de Cássio do Governo ainda no 1°semestre de 2009, assim o Senador José Maranhão assumiria o Palácio da Redenção.Com certeza ele não se contentará em governar por um ano e alguns meses.O outro ponto atende por Veneziano Vital do Rêgo, prefeito de Campina Grande.O cabeludo saiu fortalecido do pleito do ano passado e deve tentar mudar de ares, seja como Governador ou como Senador.

Um outro ponto de observação é, se a união vingar como irá ocorrer? Cássio se manteria no PSDB, iria para o PSB ou para uma outra legenda?

Também não podemos esquecer que um dos principais aliados do Governador, o Senador Cícero Lucena, é inimigo número 1 do prefeito de João Pessoa. E o mesmo Cícero, juntamente com Efraim Moraes são dois nomes fortes a sucessão estadual pelo flanco tucano-dem.

Especulações, nomes e chapas à parte, até 2010 muita coisa ainda deve acontecer.Mas de certo é que o Estado da Paraíba deverá ver uma eleição como nunca antes registrada.